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data=outubro 2023 'SONDAR' é uma plataforma digital e ferramenta colaborativa desenvolvida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural (CPPC), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Lançada inicialmente em 2021, seu objetivo principal é combater o comércio ilícito e auxiliar na recuperação de bens culturais desaparecidos no estado de Minas Gerais, Brasil.data=outubro 2023

Contexto e Antecedentes

Minas Gerais é o estado brasileiro com o maior número de bens culturais formalmente protegidos.<ref name=“iphan2023”>titulo=Bens Culturais Registrados |url= [URL hipotético para dados do IPHAN] |website=IPHAN |ano=2023 |acessodata= [Data de acesso] |citacao= [Citação confirmando MG tem mais bens, se disponível, senão parafrasear com base no texto]</ref> No entanto, o estado sofre historicamente com perdas significativas devido a furtos, especialmente em templos e museus. Estima-se que quase 60% dos bens culturais sacros foram retirados de seus locais de origem, sendo muito cobiçados por colecionadores e comerciantes de artes e antiguidades.<ref name=“santos2004”>ultimo=Santos |primeiro= [Nome] |ano=2004 |titulo= [Título da obra de Santos] |paginas=21–30 |citacao= [Citação estimando 60% de perda, se disponível, senão parafrasear com base no texto]</ref>

O tráfico ilícito de bens culturais é um grave problema global, considerado pela UNESCO um dos maiores mercados ilícitos do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e armas.<ref name=“bardon2020”>ultimo=Bardon |primeiro= [Nome] |ano=2020 |titulo= [Título da obra de Bardon] |pagina=5 |url= [URL se conhecido] |citacao= [Paráfrase baseada no texto]</ref><ref name=“varine2012”>ultimo=Varine |primeiro= [Nome] |ano=2012 |titulo= [Título da obra de Varine] |url= [URL se conhecido] |citacao= [Paráfrase baseada no texto]</ref> O Brasil está entre os países mais afetados por este problema.<ref name=“tardaguila2016”>ultimo=Tardáguila |primeiro= [Nome] |ano=2016 |titulo= [Título da obra de Tardáguila] |pagina=27 |citacao= [Citação sobre o ranking do Brasil, se disponível, senão parafrasear com base no texto]</ref> Agrava a questão o fenômeno conhecido como “zona obscura” ou “sombra do crime”, onde muitos furtos, especialmente em pequenas cidades do interior, não são relatados às autoridades. O crescimento do comércio eletrônico e dos mercados online facilitou ainda mais as vendas clandestinas, aumentando o alcance e o anonimato para traficantes e compradores.<ref name=“brodie2022”>ultimo=Brodie |primeiro=N. |autorlink= |coautores=et al |ano=2022 |titulo= [Título da obra de Brodie] |url= [URL se conhecido] |citacao= [Paráfrase sobre vendas online e itens de menor valor com base no texto]</ref>

Antes do SONDAR, o MPMG mantinha registros de bens desaparecidos, transitando de arquivos físicos para um banco de dados digital em 2008. Embora este banco de dados tenha melhorado a sistematização e levado a recuperações bem-sucedidas, ganhando prêmios em 2009 (Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade) e 2014 (Prêmio CNMP), ele possuía limitações: exigia presença física para acesso, usava tecnologia obsoleta e não permitia integração com outras plataformas ou órgãos.<ref name=“cnmp2023”>titulo= [Título relacionado ao Prêmio CNMP] |website=CNMP |ano=2023 |url= [URL se conhecido]</ref>data=outubro 2023

Desenvolvimento e Funcionalidades

Reconhecendo a necessidade de uma ferramenta moderna, integrada e acessível ao público, a CPPC do MPMG iniciou o desenvolvimento do SONDAR em 2021, em colaboração com o Departamento de Engenharia de Softwares da UFMG.data=outubro 2023 Uma primeira versão do protótipo foi lançada oficialmente em agosto de 2021, durante o evento “Colóquio de Proteção do Patrimônio Cultural e Meio Ambiente”, em Belo Horizonte.data=outubro 2023

O SONDAR funciona como uma “sentinela virtual” do patrimônio cultural. Suas principais características incluem: *'Banco de Dados Consolidado:' Integra informações sobre bens culturais desaparecidos e recuperados de diversas fontes em uma única plataforma. Atualmente (conforme o texto fonte), contém cerca de dois mil objetos cadastrados, organizados em nove categorias.data=outubro 2023 *'Colaboração Interinstitucional:' A plataforma facilita a cooperação entre órgãos chave de proteção ao patrimônio. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e o Arquivo Público Mineiro (APM) são parceiros envolvidos na gestão das informações cadastradas no sistema.data=outubro 2023 *'Participação Pública:' O SONDAR oferece acesso aberto para que o público possa pesquisar o banco de dados (por exemplo, por município de origem) e identificar bens desaparecidos. Crucialmente, permite que cidadãos contribuam com informações sobre o paradeiro de itens listados ou reportem bens desaparecidos ainda não catalogados.data=outubro 2023 *'Acessibilidade:' Projetado como uma ferramenta baseada na web, permite acesso remoto, superando as limitações do banco de dados anterior do MPMG.

Novo SONDAR: Abordando a Diversidade

Após o período inicial de testes, percebeu-se que o banco de dados possuía uma predominância de informações relacionadas ao período colonial e à religião católica. Havia uma significativa falta de representatividade do patrimônio associado a outros grupos, como religiões de matriz africana, povos indígenas, comunidades Quilombolas e populações tradicionais de regiões como o norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha.data=outubro 2023

Para abordar esse desequilíbrio e promover a diversidade cultural, um processo de reformulação foi iniciado em 2022, denominado “Novo SONDAR”. As mudanças incluíram: *'Redesenho da Interface:' O layout da plataforma foi tornado mais simples, intuitivo e visualmente representativo da diversidade cultural mineira, incorporando elementos imagéticos relacionados a culturas de matriz africana, culturas populares, bens arqueológicos e paleontológicos.data=outubro 2023 *'Abordagem Multiculturalista:' O projeto incorporou explicitamente uma proposta teórica multiculturalista do patrimônio, visando permitir o reconhecimento e a valorização das mais variadas formas de expressão cultural, em observância aos dispositivos constitucionais sobre o tema. O objetivo é catalisar a participação de comunidades anteriormente invisibilizadas no relato e registro de seus bens culturais.data=outubro 2023

Impacto

A implementação do SONDAR resultou em diversos impactos positivos relatados:data=outubro 2023 *'Melhora na Integração Interinstitucional:' Aumento da colaboração entre MPMG, IPHAN, IEPHA e APM na gestão de dados e processamento de denúncias. *'Aumento da Eficiência:' Maior celeridade nas investigações e redução no tempo de resposta do poder público na recuperação de peças desaparecidas, incluindo maior agilidade na identificação de anúncios virtuais suspeitos. *'Aumento nas Recuperações:' A publicidade e acessibilidade do banco de dados contribuíram para um aumento significativo no número de bens culturais recuperados pelos órgãos de fiscalização. *'Melhora na Qualidade do Banco de Dados:' Contribuições da comunidade levaram a um crescimento no número de objetos cadastrados e ao fortalecimento das informações registradas. *'Devoluções Espontâneas:' A publicidade da ferramenta estimulou novas devoluções espontâneas de peças desaparecidas, principalmente por detentores de boa-fé. *'Ampliação do Escopo do Patrimônio:' A iniciativa “Novo SONDAR” visa alargar os sentidos sobre o patrimônio cultural, permitindo a ampliação da variedade de bens culturais a serem integrados, representando melhor a diversidade de grupos e comunidades em Minas Gerais.

A proteção do patrimônio cultural no Brasil é um mandamento da Constituição brasileira de 1988 (Art. 216), que define o patrimônio cultural de forma ampla e atribui a responsabilidade por sua proteção tanto ao poder público quanto à sociedade (Art. 23, III e IV). Acordos internacionais como a Convenção da UNESCO de 1970 e a Convenção da UNIDROIT de 1995, ambas ratificadas pelo Brasil, fornecem a base legal internacional para o combate ao tráfico ilícito e a promoção da restituição de bens culturais. O SONDAR opera dentro deste arcabouço, reforçando o princípio da conservação in situ, que ressalta a necessidade de os bens culturais permanecerem em seus locais de origem.data=outubro 2023

Ver também
Referências

refs= <ref name="iphan2023"/> <ref name="santos2004"/> <ref name="bardon2020"/> <ref name="varine2012"/> <ref name="tardaguila2016"/> <ref name="brodie2022"/> <ref name="cnmp2023"/> * Maffra, Marcelo Azevedo; Novais, Paula Carolina Miranda. “Comércio ilícito: desafios e inovações na proteção dos bens culturais”. [Detalhes da publicação fonte, se conhecidos - ex: Título do Livro, Nome do Periódico, Ano]. pp. 146–157. (Fonte primária para este artigo)

Ligações externas

* [Link hipotético para a Plataforma SONDAR - ex: sondar.mpmg.mp.br] (Site oficial do SONDAR - se disponível) * [Link hipotético para a página da CPPC/MPMG] (Página da Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural do MPMG - se disponível)

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/var/dokuwiki_files/patrimoniocultural/data/pages/playground/playground.txt · Última modificação: 2025/03/31 17:19 por ibattisti